domingo, 25 de setembro de 2011

E eles disseram SIM!

Como é lindo ver um sonho se tornar realidade.
Especialmente quando a gente acompanha de perto os preparativos, o corre-corre, a ansiedade...

Ontem minha grande amiga tornou o sonho dela realidade com o tão esperado SIM no altar!
Casamento lindo... Casamento de Princesa (palavras da irmã da noiva, Ariane).

A beleza não estava apenas na decoração, no trabalho bem feito do cerimonialista, na igreja, na mensagem do pastor...
Muito menos restrita às pessoas presentes (convidados e participantes da festa - padrinhos, madrinhas e daminhas).
A maior de todas as belezas que pude ver ontem estava estampada no sorriso da Noiva.

Não era apenas um sorriso de "missão cumprida": amarrei meu homem! Não. Tenho certeza que pra ela esta foi uma das últimas coisas que ela pensava ao andar pelo corredor ao encontro do seu grande amor.

O sorriso dela trazia uma felicidade tão imensa que até eu tive vontade de casar novamente! Tá... mentirinha!! risos... Mas eu não tive como me conter! Chorei na entrada dela; chorei na primeira dança do casal... Sorria sem parar, só de olhar aqueles olhinhos brilhando e dizendo: "Eu consegui!!! Depois de tanto sonho, de tanta expectativa, de tanta luta e provação... finalmente eu CONSEGUI!"

Alyne teve o seu tão sonhado casamento de princesa! À sua volta apenas aquelas pessoas que a querem muito bem e que sonharam com ela, a cada dia, a realização desse evento! Ajudaram no que foi possível como a madrinha querida Luciene Mendes (show de bola essa garota)! Estavam aqui e ali, correndo de um lado pra o outro com ela, pesquisando buffet; salão, vestidos etc etc...

Mas valeu a pena esperar.
Eu tenho certeza que sim!!

Uma Princesa ontem se tornou Rainha e Senhora do seu próprio lar.
A senhora Tomaz Henrique hoje está curtindo o seu primeiro dia de casada... (hummmm...).

E aquele sorriso dela jamais sairá da minha memória!

Felicidades amiga! Você merece! E merece MUITO MAIS!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Solidão contente (Ivan Martins - Editor Executivo da Época)

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.

Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.

Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.

Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.

“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.

Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.

Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou. Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.

Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.

Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.

Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.

Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.

Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.

Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

sábado, 2 de abril de 2011

Ser "Irmãe"

Há 20 anos chegava ao mundo, e na minha vida, um ser tão pequeno, tão branquinho, tão chorão... E me obrigou a aprender a dividir o que antes era só meu: atenção de "mãe e filha", colo e dengo da família, xodó de casa. E eu quase morri... de ciúmes.

Passou o tempo e ela cresceu... E passou a querer seguir meus passos; mexia nas minhas coisas, queria usar minhas roupas, sapatos, brincos... E me obrigou a aprender a partilhar meus pertences; coisas que eram SÓ minhas passaram a ser NOSSAS... E eu quase morri... de raiva.

Passou mais um tempo e eu passei a assumir a responsabilidade de irmã mais velha que me cabia... Mas ela queria mais: queria uma companheira, alguém pra dar carão quando fosse preciso, mas também alguém que pudesse abrir o coração quando bem quisesse. E eu cedi... mais uma vez atendi ao seu desejo... E quase morri... com tamanha responsabilidade.

Hoje, essa pequena criaturinha que só fazia chorar, e me obrigava a cantar até ela dormir; que queria porque queria usar as minhas roupas e sapatos (e hoje é o que mais fazemos); que se sentia toda orgulhosa quando pensavam que era minha filha; que adorava me imitar... segue seus próprios passos, trilha seu caminho e faz da sua vida um mundo de realizações e decepções, de lágrimas e risos... Faz o mundo dela com todas as perfeições e imperfeições que tem direito...

Faz de mim completa... simplesmente por ela existir.

E me mata... de SAUDADES!!


Amo você minha Lora! Feliz aniversário!!!


OFERTA RELÂMPAGO RUSSA.

Gente, Aproveita essa oferta: Um Pequeno Herói