quinta-feira, 6 de agosto de 2020

OFERTA RELÂMPAGO RUSSA.

Gente,
Aproveita essa oferta:

E vamos de...
RESENHA



O Imitador de Homens
Walter Tevis
Editora Rádio Londres

Vivemos numa época em que o tempo não é mais contado por meses, anos e estações. São azuis e amarelos que contabilizam a sua passagem. É uma época em que os homens respeitam e obedecem à risca todas as regras e leis existentes. Nenhum humano quer ser denunciado por andróides por terem desrespeitado os princípios de Individualismo, de Privacidade. Muito menos por estarem coabitando e acima de qualquer coisa, por ter aprendido a ler e ensinar outro humano a ler! Jamais!
Livros foram abolidos da vida humana há muito tempo. Livros permitiam que os humanos sentissem como o escritor, e sentir não é mais permitido.
Os humanos que vivem nessa era passam o dia a base de maconha e sedativos. Não existem gestantes. Não existem crianças. Não existe vida!

A narrativa é contada sob a perspectiva de três personagens centrais:
Robert Spofforth - um Android tipo nove, último da sua geração e último fabricado. A principal diferença dos “tipo nove” é que o cérebro deles foi configurado a partir de um cérebro humano, mantendo nessa nova formatação alguns sonhos e experiências da vida humana necessários ao desenvolvimento dos robôs. O que levou todos os 99 tipo nove anteriores a cometerem suicídio.
Então, quando Spofforth “ganhou vida”, a configuração dele tinha um update: você não pode se matar enquanto houver vida humana existente. Robert, nomeado diretor da NYU recebe uma ligação estranha certo dia: havia um humano que tinha aprendido a ler sozinho e queria ensinar na NYU aos outros humanos a ler.
Paul Bentley - professor universitário de Ohio encontra, perdido entre caixas de objetos antigos e descartáveis uns livros infantis e uns vídeos onde uma mulher ensinava crianças a ler. Chocado com aquela descoberta e, forçando mais do que o normal sua mente adormecida e sedada, decidido a entender o que é aquilo ele descobre a magia da leitura. A descoberta das letras que foram palavras, que foram frases. Algumas coisas que ele lê não fazem o menor sentido. Mas tudo bem, eu consigo entender a palavra, mesmo que ela não me diga nada, como por exemplo: família, pai, mãe, amor, Natal... Ainda impressionado com sua nova habilidade, em um passeio pelo zoológico da cidade de Nova Iorque, Paul conhece Mary Lou.
Mary Lou é uma mulher, humana, que por alguma razão não consegue consumir os sedativos e a maconha como todos os humanos. O que não dá a ela a possibilidade de viver na nova sociedade. Então, fugida dos abrigos ela passa a morar na área dos répteis do zoológico. E é lá que Paul a conhece e fica admirado como ela consegue descumprir diversos princípios estabelecidos e ainda assim não ser presa e continuar sua vida como se nada daquilo importasse!

Três personagens com quase nada em comum, exceto uma coisa: a busca incansável de ter uma vida que faça sentido, que valha a pena e que possa ser sentida, com a alma, com o coração, com o corpo e com a mente.
Uma vida de verdade! Uma vida viva!

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

LEITURA CONJUNTA - O Retrato de Dorian Gray

Fala meu povo! 

Faz tempo que não apareço por aqui não é mesmo! 
Pois bem!

Hoje eu vim convidar vocês a participarem da próxima leitura conjunta que a Mell Ferraz vai fazer. 
O livro da vez será O Retrato de Dorian Gray.

Vou deixar dois links aqui embaixo. Um é da edição física da Biblioteca Azul, que será a edição que a Mell vai ler.

E outro é um ebook para baixar no Kindle para quem prefere ler no formato digital.


Espero todos vocês lá!


sábado, 7 de setembro de 2019


Ensaio Literário do conto O Cobrador de Rubem Fonseca.

Iniciei a leitura do conto O Cobrador desconhecendo o tema que norteava a narrativa, quando observo que já no primeiro momento se pode perceber que se trata de um texto forte, impressionante e cruel.

O Cobrador inicia sua jornada de recuperação de dívida com o dentista que lhe arranca um dente podre. Observo certo tom de ironia no diálogo com o dentista quando lhe é perguntado sobre o estado dos seus dentes. O personagem pensa em como são engraçados “esses caras”, pois para ele não há muita lógica na pergunta. Trata-se de uma pessoa de baixa renda (suponho pelas condições de moradia), com condições precárias de cuidar da saúde, e sem dúvida, como é notório no decorrer do texto, com outros assuntos mais importantes para tratar do que o cuidar dos dentes.
Já de início notei que o Cobrador tem um propósito específico: ele quer receber de volta tudo aquilo que lhe foi tomado. Ele já pagou demais: pagou com a saúde, pagou com as frustrações, humilhações e agora ele quer aquilo que não teve, e que ele se vê como credor: ele quer tirar de dentro dele o peso da dívida; ele quer receber o que merece como ser humano, como pessoa.
O Cobrador sente a necessidade de receber o que lhe foi tomado, o que nunca lhe foi dado pela sociedade, pelo semelhante, pelo vizinho, pelo próximo.
Continuei o conto e então mais uma brutalidade da diferença social ofende o Cobrador quando uma buzina de uma Mercedes o acorda dos seus sonhos de adquirir uma nova arma. A petulância do motorista em exigir que ele adiantasse o passo e saísse da frente o irrita, e então ele atira no carro; porque naquele momento é o carro que o irrita, o incomoda.
Atinge o motorista no pescoço não intencionalmente e, atendendo ao desejo do moribundo, ele segue o caminho abandonando a Mercedes (símbolo de tudo aquilo que o dinheiro que ele não tem pode comprar) apenas com um para-brisa estraçalhado.
Aqui neste trecho sinto que o Cobrador não quer o que os outros tem. Para ele não importa se ele não tem uma Mercedes; para ele a injustiça está no fato de que alguém tem muito mais e outros não tem nada; que alguns devem muito para ter o que tem, e devem a ele. E ele vai pegar de volta. De todo mundo.
Quando a sua realidade se limita a fome, morte e violência, tudo é válido para sobreviver, inclusive técnicas de enganação. Até o vendedor da Magnum ficou para trás depois que conheceu o Cobrador.
O cobrador se sente em falta de muitas coisas: sorvete, bola de futebol que remente a uma infância certamente precária e limitada; colégio, namorada, aparelho de som, provenientes de uma adolescência e juventude escassa e ausente de boas relações e desprovida de educação; respeito, sanduíche de mortadela, sexo ausências sentidas numa vida jovem e adulta.
Engraçado quando o Cobrador cita que quando quer aumentar o ódio liga a televisão, por que se existe um lugar que vende mentiras e frustrações é na televisão. As propagandas comerciais vendem um mundo perfeito, as melhores coisas são as que eles vendem e você tem que comprar para se sentir parte da sociedade; comer o que vende, vestir o que se divulga. Os programas jornalísticos manipulam o espectador e apresentam o que lhe convém e quando é conveniente. São meias verdades; são informações incompletas e  reportagens que dão ibope.
Fez me lembrar uma canção composta e interpretada por Pitty, Admirável Chip Novo, quando a letra diz: Nada é orgânico / É tudo programado / E eu achando que tinha me libertado / Mas lá vem eles novamente eu sei o que vão fazer / Reinstalar o sistema / Pense, Fale, Compre, Beba, / Leia, Vote, Não se esqueça / Use, Seja, Ouça, Diga, / Tenha, More, Gaste, Viva.”
Sigo a leitura do conto de Rubem Fonseca e encontro um Cobrador poeta. Poesia dura, crua e real, sem a beleza das rimas de amor de Vinícius de Moraes. Não é todo mundo que consegue entender a beleza da sua poesia, e nem é todo mundo que está interessado em ouvir a realidade em verso e rima. A verdade incomoda, a dor alheia dói aos ouvidos e por isso cansa, desinteressa.
A injustiça não está apenas em vida, mas também na morte. Noticia-se a morte de quem tem posses, com explicações sem sentido para dar uma melhor veracidade aos fatos e para omitir pontos que causam desconforto para os iguais; inventam-se motivos desconhecidos para justificar o absurdo do crime. Mas para que não tem muito ou quase nada, morrer é lucro. E sendo “melhor assim” não há razão para “dar ibope no jornal”.
Noite de festa de gente rica; mulheres e homens bem vestidos; usando, bebendo e comendo estrangeirismos... e um homem manco por perto. De dar pena. Pena por quê? Pela dificuldade da mobilidade, pela aparência, pela falta de oportunidade (será falta de oportunidade?) que o caminho da vida o levou. Sente pena quem vê; sente-se pena de si mesmo, mas não pelo mesmo motivo.
Alvos encontrados: um casal fingido; que na ausência de plateia não se importam um com o outro; cuidam cada um da sua aparência; do seu propósito. Na busca por uma “entrada triunfal” encontram mais de seus iguais; e o que é igual se torna comum, desinteressante. Reflexo de uma sociedade de aparências. Importa parecer ser do que de fato ser. Mas não para o Cobrador.
Eis que chega a hora do encontro; o momento de mais um acerto de contas com a vida, com o destino. Não o dele, claro. O destino de quem cruza o seu caminho. Carteira ao ar: não me interessam seus bens; não vai me comprar; não quero o que é seu: quero o que é meu. Grávida? Serei justo. Que o feto tenha morte imediata e nem se dê ao trabalho de nascer.
Todos nos espelhamos em alguma cena de filme, daquele preferido que já sabemos de cor as falas do personagem que mais veneramos. E porque a vida não é justa, nem assim o Cobrador é capaz de copiar à perfeição sua cena preferida. Improvisa. Assim fez a vida toda. Assim fará agora. Cabeça rola, não de primeira. Mas o fim é chegado.
A rotina do Cobrador segue e ele consegue, disfarçadamente, executar um plano de invadir um apartamento para cobrar mais uma parte que lhe devem: satisfação física; sexual. Culpam os outros pela violência, e ao mesmo tempo não cuidam da sua própria segurança. E com essa permissividade também se permite conhecer uma moça branca, bonita de corpo e que por ele também se encanta.
Saem juntos para se conhecer e, ora se a moça branca, Ana, também não é ela mesma uma surpresa estranha?! Sou também apresentada a Dona Clotilde, uma senhora que tem pelo Cobrador imenso apreço; e de quem ele retribui com zelo como se com uma avó ou mãe. São novos olhares que se derramam sobre o Cobrador: uma jovem moça branca de classe alta que demonstra desejo da companhia e presença, e uma senhora que lhe tem como a um filho.
Num momento em que para o Cobrador a vida era nada mais do que cobrar o que lhe é devido, o encontro com Ana traz para ele um novo horizonte. Que ele não consegue esquecer. O amor. O desejo. O encontro com alguém que se pode ser inteiro. É assim que Ana e o Cobrador se descobrem um no outro.
Cada um com suas contas a exigir da sociedade. Cada um com seus anseios pela justiça. Ele ensina a ela; ela ensina a ele. Juntos montam o projeto final das suas jornadas.
Noite de Véspera de Natal. Baile de Natal ou Primeiro Grito de Carnaval. Uma missão: um jovem casal que divide teto, sonhos e planos. E nesta noite sairá para o encerramento de um ciclo; a conclusão das suas vidas. E estão satisfeitos com o desfecho que os aguarda.
Não fica claro para o leitor sobre qual veredito o Cobrador determinou qual o seu verdadeiro inimigo. Suponho que, pela presença do Governador no Baile de Natal e este ser o alvo desejado do Cobrador, ele tenha encontrado como inimigo aqueles que estão no poder público – prefeitos, governadores, presidente – e que são os responsáveis pelo bem-estar social. Sendo também os mesmos responsáveis pelas mazelas que a sociedade carente vive.
Depois de algumas dívidas cobradas, chega a hora de encerrar o ciclo cobrando de quem mais é devedor. Chega o momento em que o Cobrador entende a razão de toda a sua perda durante a vida e como ele poderá minimizar a dor dos seus pares e deixar como legado a sua luta, a sua tentativa de tornar o mundo um lugar mais justo.
Onde aqui se faz; aqui se paga.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.


Letra da música Admirável Chip Novo extraída de https://www.letras.mus.br/pitty/admiravel-chip-novo/ acessado em 20 de agosto de 2019.
FONSECA, Rubem. O Cobrador, disponível em http://www.releituras.com/rfonseca_cobrador.asp acessado em 15 de agosto de 2019.

terça-feira, 25 de junho de 2019

O Sentido de Um Fim - Resenha.




O livro é narrado por Tony Webster (que toda vez que leio esse sobrenome penso em lagosta - lobster) e dividido em duas partes.

Na primeira o Tony se remete à adolescência e aos amigos criados na época e que duraram até início da fase adulta. Eram quatro amigos que tinham pontos de vista em comum, mas um deles, Adrian, era o que mais se destacava pela suas percepções de vida e sua maneira de entender o mundo.
E ainda, nesta fase, ele cita pedaços da época em que ele estava na faculdade, onde ele conhece Verônica, uma jovem baixinha e intrigante, que se torna sua "primeira namorada a ser apresentada aos amigos" cuja opinião deles seria (para Tony) importante - aceitação.

Na segunda, já na fase adulto/aposentado/divorciado/avô o Tony revive suas memórias quando recebe uma herança inesperada: uma carta da Sra. Ford (mãe de Verônica, sua ex, que se tornou amante/namorada/esposa de Adrian, seu melhor amigo) com dinheiro e o Diário de Adrian. Mas esse diário não chegou às mãos deles. Verônica não permitiu a entrega.

Esse é o cenário.
Mas de fato o que se passa é que o livro trata de memórias. Nossas memórias.
Aquelas que contamos aos outros e as nós mesmos de como foi a nossa vida nos tempos de escola.

Como "me sentia" em relação a um ou a outro companheiro de jornada de vida.

Tony via a si mesmo como um jovem/homem pacato, sem vontade ou disposição de "questionar a vida". Um homem bom. Que mantém uma relação cordial com sua ex-mulher; com sua filha (apesar de não ser muito presente) e de repente é jogado ao passado, ao retorno de sua relação estranha com Verônica e mais ainda, com o fantasma do seu amigo (que cometeu suicídio quando jovem).

O genial do livro é que notamos, na leitura, o quanto enganamos a nós mesmos sobre quem fomos um dia.
Olhamos para o nosso passado e nos vemos um "antigo eu" que não exatamente é como nós fomos.
Refazemos nosso passado do modo como, para nós, é conveniente.

E de repente somos levados a ver que não, não foi bem assim. Não foi desse jeito que aconteceu.
E nesse rompante descobrimos ainda que, o nosso "antigo eu" pode ter ferido fortemente pessoas que eram/são importantes e que essa ferida não cicatrizou independente de quanto tempo tenha se passado.

Nossa memória não é nossa história. As testemunhas dela são prova de que nem tudo é aquilo que pensamos que foi; que nossa percepção de nós mesmos pode mudar.

Um livro intrigante e que deixa um desfecho em aberto.
Afinal, Tony conseguiu entender Verônica? Conseguiu desvendar o que aconteceu? Quem era/é ela? Quem era/é ele?
No fim das contas, qual será o resultado da equação com as variáveis b; a¹; a²; s; v?

sábado, 18 de junho de 2016

Padrão de Beleza (beleza?).

Olá!
Vim aqui escrever um pouco sobre um tema que surgiu nos últimos dias entre amigas minhas!
A aceitação de nós mesmas.
Sim.
Não vou falar exatamente de padrão de beleza, inclusive porque não acho que isso existe de verdade.
Ou pelo menos não deveria existir.

Nós, mulheres, somos cobradas demais:
Quando nos tornamos "mocinhas" já não podemos mais brincar de correr pelas ruas, porque agora somos quase mulheres e devemos nos comportar como tais.
A adolescência chega e com ela os seus hormônios: mudam o nosso corpo, nosso cabelo, nossa pele... nossa vida, nosso humor, nossa visão de mundo...
Começam as cobranças da sociedade (leia-se família) em que você tem que: emagrecer/engordar; aprender a andar de salto, saia, vestido; arrumar um namorado, estudar, pensar no que quer ser, que profissão seguir...
Vocês tem alguma noção do que é isso tudo no mundo da gente? E tudo que a gente mais queria, que eu mais queria era ter tempo (sim, tempo) de me descobrir sem ser cobrada.
Não, não quero ser médica ou advogada! Sim, e se eu quiser ser botânica, bióloga, geóloga, historiadora, bibliotecária? Porque eu preciso ter uma profissão que eu não acho graça, só pra atender aos anseios da sociedade? Isso é justo?
E meu cabelo? O que é que tem cortar curto? Ou deixar longo? Tingir, colocar dreads... 
É uma fase, gente. Uma fase.
A maior fase das descobertas em que temos. É quando podemos começar a nos descobrir, descobrir o que realmente queremos, quem realmente somos.

Crescemos e essas cobranças que fazemos a nós mesmos (obrigada sociedade!) não passa, não ameniza.
Será que fiz a escolha certa? Será que eu quero ser mesmo advogada (ou médica, ou fisioterapeuta, ou administradora, bancária, contadora, veterinária...).
Até chegarmos aos famosos 30 anos há sempre aquela dúvida que nos persegue.

Quando o 3.0 bate na porta, automaticamente (sim, automaticamente) nos sentimos diferentes.
Eu me senti diferente.
Era um misto de ser adulta, ser mais velha... e Finalmente, ser LIVRE!
Ou pelo menos tentar ser.

Não sou e nunca fui modelo pra ninguém, apesar da minha irmã mais nova me ter como referência de vida (e isso é preocupante... risos). Nunca fui a mais inteligente, a mais bonita, a mais atleta, a mais veloz, a mais alta... Sempre estive no meio, mediana, buscando meu lugar ao sol sem que pra isso precisasse colocar ninguém na minha sombra.

E, especialmente, depois da "balzaquianidade" passei a dar ainda menos importância em ser "destaque".

Sabe o que aprendi nos últimos 5 anos? Que enquanto eu me olhar no espelho e ver brilho saindo dos meus olhos, eu saberei que estou no lugar certo.

Quanto aos padrões sociais (beleza, profissão, família...):

Sou vaidosa e não gosto quando me sinto acima do que eu considero bom pra mim, mesmo que para alguns eu esteja ótima; se pra mim não estou, procuro mudar... Mas sem pirar: ainda pedimos pizza pra jantar acompanhada de uma taça de vinho; e quando dá vontade tomo sim sorvete do Mc Donalds.
Mas isso não é a minha rotina, e não porque dizem que eu não posso, mas por que, por decisão minha optei por olhar no espelho e gostar do que vejo.
Não sigo o padrão social familiar: 35, divorciada e sem filhos... e ainda não decidi se quero ter... 

E quer saber?

Por enquanto, e não sei até quando, aquele brilho continua lá quando vejo meu reflexo no espelho.

Então, por enquanto, me sinto plena.

E só no futuro saberei dizer quando vai chegar a hora de mudar o caminho da estrada que estou pegando.


sábado, 4 de junho de 2016

Pra quem gosta de ler...


Há muito tempo eu não encontrava um romance que me prendesse tanto.

Comprei o livro em um dos meus muitos impulsos literários: fui com a cara do título e me arrisquei.

Nesses impulsos já encontrei pérolas e desastres... Mas como dizem: bom ou ruim o importante é ler!


Mas então...

Gente do céu!

O que é esse "No mundo da Luna" de Carina Rissi!!!

 

É simplesmente um livro que não sai da minha cabeça! Não foi nenhuma das minhas leituras recordes, mas sem dúvida é um romance que não vai sair da minha cabeça por um bom tempo!

A escrita é leve, encantadora.

Tem, claro que tem, aquela fantasia que existe em todo romance; aquele exagero da personagem feminina (clássica jovem adulta que está tentando se descobrir), que apesar de todos os seus pitis te fazem torcer para que tudo corra bem, porque, afinal de contas qual mulher (independente de idade) não se sente sempre insegura em algum - se não em todos - momento da sua vida?

Quem de nós não passou por essa fase, e quem não passa por ela diariamente: aquela briga com seu cabelo, aquela culpa depois de devorar uma caixa de bombons de chocolate na semana de TPM, ou após uma DR...

Para certas coisas acredito que nós, mulheres, nunca somos diferentes, independente da idade que carregamos na nossa identidade, mente ou coração.


Não vou falar muito para não estragar os futuros leitores, que espero que sejam muitos!

Mas se tem um romance que posso indicar, porque pra mim foi um dos melhores dos últimos tempos, é esse!

 

Carina Rissi, querida...

Vou te falar!

A Luna é demais! E o Dante hein!

Que bela e adorável surpresa o "destino" os reservou!

OFERTA RELÂMPAGO RUSSA.

Gente, Aproveita essa oferta: Um Pequeno Herói