sábado, 18 de junho de 2016

Padrão de Beleza (beleza?).

Olá!
Vim aqui escrever um pouco sobre um tema que surgiu nos últimos dias entre amigas minhas!
A aceitação de nós mesmas.
Sim.
Não vou falar exatamente de padrão de beleza, inclusive porque não acho que isso existe de verdade.
Ou pelo menos não deveria existir.

Nós, mulheres, somos cobradas demais:
Quando nos tornamos "mocinhas" já não podemos mais brincar de correr pelas ruas, porque agora somos quase mulheres e devemos nos comportar como tais.
A adolescência chega e com ela os seus hormônios: mudam o nosso corpo, nosso cabelo, nossa pele... nossa vida, nosso humor, nossa visão de mundo...
Começam as cobranças da sociedade (leia-se família) em que você tem que: emagrecer/engordar; aprender a andar de salto, saia, vestido; arrumar um namorado, estudar, pensar no que quer ser, que profissão seguir...
Vocês tem alguma noção do que é isso tudo no mundo da gente? E tudo que a gente mais queria, que eu mais queria era ter tempo (sim, tempo) de me descobrir sem ser cobrada.
Não, não quero ser médica ou advogada! Sim, e se eu quiser ser botânica, bióloga, geóloga, historiadora, bibliotecária? Porque eu preciso ter uma profissão que eu não acho graça, só pra atender aos anseios da sociedade? Isso é justo?
E meu cabelo? O que é que tem cortar curto? Ou deixar longo? Tingir, colocar dreads... 
É uma fase, gente. Uma fase.
A maior fase das descobertas em que temos. É quando podemos começar a nos descobrir, descobrir o que realmente queremos, quem realmente somos.

Crescemos e essas cobranças que fazemos a nós mesmos (obrigada sociedade!) não passa, não ameniza.
Será que fiz a escolha certa? Será que eu quero ser mesmo advogada (ou médica, ou fisioterapeuta, ou administradora, bancária, contadora, veterinária...).
Até chegarmos aos famosos 30 anos há sempre aquela dúvida que nos persegue.

Quando o 3.0 bate na porta, automaticamente (sim, automaticamente) nos sentimos diferentes.
Eu me senti diferente.
Era um misto de ser adulta, ser mais velha... e Finalmente, ser LIVRE!
Ou pelo menos tentar ser.

Não sou e nunca fui modelo pra ninguém, apesar da minha irmã mais nova me ter como referência de vida (e isso é preocupante... risos). Nunca fui a mais inteligente, a mais bonita, a mais atleta, a mais veloz, a mais alta... Sempre estive no meio, mediana, buscando meu lugar ao sol sem que pra isso precisasse colocar ninguém na minha sombra.

E, especialmente, depois da "balzaquianidade" passei a dar ainda menos importância em ser "destaque".

Sabe o que aprendi nos últimos 5 anos? Que enquanto eu me olhar no espelho e ver brilho saindo dos meus olhos, eu saberei que estou no lugar certo.

Quanto aos padrões sociais (beleza, profissão, família...):

Sou vaidosa e não gosto quando me sinto acima do que eu considero bom pra mim, mesmo que para alguns eu esteja ótima; se pra mim não estou, procuro mudar... Mas sem pirar: ainda pedimos pizza pra jantar acompanhada de uma taça de vinho; e quando dá vontade tomo sim sorvete do Mc Donalds.
Mas isso não é a minha rotina, e não porque dizem que eu não posso, mas por que, por decisão minha optei por olhar no espelho e gostar do que vejo.
Não sigo o padrão social familiar: 35, divorciada e sem filhos... e ainda não decidi se quero ter... 

E quer saber?

Por enquanto, e não sei até quando, aquele brilho continua lá quando vejo meu reflexo no espelho.

Então, por enquanto, me sinto plena.

E só no futuro saberei dizer quando vai chegar a hora de mudar o caminho da estrada que estou pegando.


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